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Entenda melhor sobre a situação de escassez hídrica no vídeo a seguir:

 

 

Tipos de Reservatórios da Cemig

Reservatório de Acumulação

Os reservatórios apresentados acima são chamados de reservatórios de acumulação, que possuem potencial para armazenamento de grandes volumes de água, propiciando a regularização de vazões ao longo do ano.

Os reservatórios de acumulação apresentam o comportamento de enchimento ao longo da estação chuvosa e esvaziamento na estação seca, possuindo grande volume armazenado e grande variação de nível ao longo do ano. Para estes reservatórios, exibidos acima, a informação sobre armazenamento é muito representativa.

 

 

 

Reservatório a fio d`água

Os demais reservatórios da Cemig são considerados reservatórios a fio d’água, que não possuem volume significativo para propiciar a regularização de vazões. O funcionamento deste tipo de reservatório está explicado no vídeo acima. Nestes reservatórios o nível mínimo é próximo ao máximo, podendo ocorrer variações frequentes de nível, diretamente relacionadas com o tipo de operação hidráulica executada na usina. Para estas usinas o percentual de armazenamento não é representativo para avaliar a disponibilidade hídrica.

 

 

 

 

A localização dos principais reservatórios da Cemig, classificando-os por tipo (acumulação ou fio d’água), pode ser visualizada no mapa a seguir:

Mapas com a situação dos reservatórios da Cemig

Para alertar aos usuários e a população do entorno dos reservatórios sobre a possibilidade de recordes negativos de armazenamento, a Cemig elaborou mapas, disponíveis no Google Maps, e que podem ser acessados nos links a seguir:

UHE Emborcação.

UHE Nova Ponte.

UHE Queimado.

UHE Irapé.

UHE Três Marias.

UHE Camargos.

Pelos mapas, é possível visualizar o nível atual dos reservatórios e o perímetro do reservatório projetado para o nível mínimo. A seguir, como exemplo, o mapa produzido para a UHE Três Marias.

Política de Operação dos Reservatórios

Estes reservatórios têm sua operação e despacho energético coordenados pelo ONS, que é responsável pela definição da política operativa dos reservatórios de forma a atender as necessidades do Sistema Interligado Nacional (SIN). Em documento de 13 de setembro de 2021, o ONS estabeleceu aos agentes geradores que “…é de suma importância o uso de todos os recursos armazenados nos reservatórios da bacia do rio Paraná, bem como a flexibilização de restrições de níveis mínimos”.

Essa medida tem o objetivo de aumentar a disponibilidade de recursos para o enfrentamento da atual situação de escassez hídrica e é uma determinação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), instituída pela Medida Provisória nº 1.055, de junho de 2021. Ainda assim, o ONS publicou no dia 25 de agosto de 2021, o Estudo Prospectivo quanto à avaliação das condições de atendimento eletroenergético do país (Nota Técnica NT-ONS DGL 0093/2021), concluindo pela flexibilização do uso dos recursos energéticos dos reservatórios do SIN, indicando armazenamentos entre 8 a 11% da capacidade máxima da região Sudeste/Centro-Oeste até o final do mês de novembro.

O que tem sido feito para controlar a situação?

Buscando poupar o esvaziamento dos volumes dos reservatórios, o ONS e a CREG tem viabilizado a flexibilização de restrições hidráulicas nas usinas da Região Hidrográfica do Paraná, incentivado a redução da demanda de energia, dentre outras ações.

Além disso, a área ambiental da Cemig está monitorando os pontos críticos nos reservatórios que possam apresentar algum tipo de impacto à ictiofauna ou a alterações na qualidade da água com intuito de iniciar ações de mitigação com a maior celeridade possível.

Além de notas como essa, a Cemig vem buscando novos esforços de transparência para que a informação chegue cada vez a mais pessoas, possibilitando a antecipação quanto a possíveis ações de mitigação para o enfrentamento da presente crise hidroenergética.

 

O que é a CREG?

A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) foi instituída pela Medida Provisória nº 1.055/2021, em junho desse ano, de forma a fortalecer a governança para o enfrentamento da crise hídrica vivenciada no País em 2021, estabelecendo, assim, a articulação necessária entre os órgãos e entidades responsáveis pelas atividades dependentes dos recursos hídricos. Dessa forma, espera-se que as medidas excepcionais que se façam necessárias possam ser implementadas, garantindo sua efetividade no aumento da garantia da segurança e continuidade do suprimento de energia elétrica no País.

Dentre as atribuições da CREG está a definição de diretrizes obrigatórias para, em caráter excepcional e temporário, estabelecer limites de uso, armazenamento e vazão das usinas hidrelétricas.

A CREG é composta pelos Ministérios de Minas e Energia, da Economia, da Infraestrutura, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Regional e possui decisão soberana para deliberação acerca das medidas para enfrentamento da crise hídrica.

Posso contribuir reduzindo meu consumo de energia?

Dentre as ações já deliberadas pela CREG encontram-se ações relacionadas ao incentivo à redução voluntária do consumo de energia.

 

Para consumidores residenciais e pequenos negócios

O Governo Federal dará desconto na conta de energia dos consumidores residenciais e pequenos negócios que reduzirem de forma voluntária o consumo de energia. Ganhará o bônus quem diminuir o consumo de energia entre setembro e dezembro deste ano em, no mínimo, 10% em relação ao mesmo período de 2020. O bônus vai valer até uma redução de 20%. O desconto será de R$ 50,00 por cada 100 KWh (quilowatt-hora) do volume de energia economizado dentro da meta de 10% a 20%. Quem economizar menos que 10% não receberá bônus, e quem economizar mais que 20% não receberá prêmio adicional.

A comparação será feita com base no somatório do consumo ao longo dos quatro meses – ou seja, o acumulado entre setembro e dezembro de 2021, na comparação com a soma das mesmas quatro faturas de 2020. Uma vez feita essa comparação, o bônus apurado será informado na primeira conta de luz recebida após o cálculo do consumo referente ao mês de dezembro de 2021 e creditado como abatimento do valor a pagar na conta de luz subsequente.

 

Para grandes consumidores de energia

Para os grandes consumidores de energia, já está operacional o mecanismo conhecido como RVD – Resposta Voluntária da Demanda, que prevê a redução da demanda de energia elétrica por consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) ou agentes agregadores de demanda desses consumidores. Nestes casos, são consideradas reduções de 4 ou 7 horas em horários pré-determinados pelo ONS, oferta mínima de 5 MW em cada hora durante todo processo, mediante aprovação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Isso se dará desde que haja confirmação diária da disponibilidade por parte do agente ofertante e aceite do ONS, observadas a otimização do custo total de despacho do sistema e a segurança operativa.

Mais informações sobre o mecanismo de RVD podem ser obtidas no site do ONS.

Vai faltar energia na região dos reservatórios?

É importante esclarecer que o abastecimento elétrico no Brasil vem de um sistema que é interligado, o SIN, que garante o suprimento energético como um todo. Desta forma, o abastecimento energético não é uma questão regional, mas de gestão nacional pelo ONS.

Contando com a malha de transmissão que interliga o país, quando temos um déficit de capacidade de geração em determinada região, a energia necessária para o suprimento vem de outras regiões, o que garante o suprimento energético do SIN. Então, o ONS é o responsável pelo atendimento da demanda energética e vem fazendo a gestão para que o suprimento energético seja atendido e não falte energia em todo o território brasileiro.

Até o momento não foi indicado pelos órgãos responsáveis, como o Ministério de Minas e Energia e a CREG, a possibilidade de racionamento ou déficit de energia. Vale ainda destacar que o ONS está tomando todas as medidas técnicas e operacionais cabíveis para manter a continuidade do atendimento ao consumidor de energia elétrica no Brasil, mesmo considerando a sensível situação hídrica que atualmente enfrentamos, com o registro das afluências mais baixas dos últimos 91 anos no SIN.

Sobre a matriz energética brasileira, nestas últimas duas décadas, ela se diversificou bastante e não é tão dependente das hidrelétricas, responsáveis por mais de 90% da energia no Brasil em 2001. Atualmente, a geração de energia por fontes eólicas e solares cresceu muito e há mais usinas térmicas, que são acionadas pelo ONS em situações de baixo nível dos reservatórios.

Era possível evitar que os reservatórios esvaziassem?

O ONS destaca que o País vem passando pela maior crise hídrica dos últimos 91 anos. Em outubro de 2020, ainda no período seco, quando se vislumbrou a possibilidade desta ocorrência climática, o tema foi levado ao CMSE, que deliberou pelo despacho de térmicas por garantia energética. Desde então, o ONS vem acionando todas as térmicas alocáveis no SIN, sem que haja vertimento de geração hídrica. Assim, vem se mantendo o despacho das demais fontes disponíveis sempre buscando garantir as defluências mínimas das bacias hidrográficas. Ou seja, apesar da disponibilidade de usinas eólicas e termelétricas, existem restrições operativas de liberação mínima de vazões nos grandes reservatórios que contribuíram para a tendência de esvaziamento das cascatas que formam o SIN.