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Projeto de P&D da Cemig promove criação colaborativa de base de conhecimentos sobre ativos da companhia

.Ferramentas permitem integração e interoperabilidade entre sistemas computacionais da empresa.

A promoção da interoperabilidade entre bases de dados, integrando todas as informações geradas ao longo do ciclo de vida dos ativos da empresa – desde a concepção, o planejamento e a entrada em produção, até seu descomissionamento – ainda constitui um grande desafio para as concessionárias do setor elétrico. Esse desafio envolve vencer os silos informacionais corporativos e estabelecer uma terminologia compartilhada e fundamentada que evite inconsistências e erros. Pensando nisso, a Cemig desenvolveu o projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) “D0645 – Solução para Gestão de Dossiês Técnicos do Grupo Cemig”, uma parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), dentro do Programa de P&D regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O projeto foi concebido para estabelecer uma solução corporativa para a gestão de documentos técnicos. Durante a fase de execução e desenvolvimento das ferramentas planejadas, observou-se uma oportunidade de criação inovadora e, ao mesmo tempo, colaborativa para aplicação na base de conhecimentos sobre ativos da empresa.

O técnico de Sistemas de Qualidade da Cemig, Carlos Alberto de Sousa, que é gerente do projeto por parte da companhia, exalta o trabalho realizado e o resultado alcançado. “Em um mundo cada vez mais digitalizado, o produto desenvolvido pelo projeto foi acertado e promissor, pois estabelece uma terminologia compartilhada que permite que informações sobre os ativos sejam ‘conectadas’ para que os sistemas complementares ‘conversem’ entre si e, assim, assegura sua interoperabilidade por meio de um tipo de ‘barramento semântico”, explica.

Desenvolvimento

O projeto – executado entre os anos de 2018 e 2020 – teve como origem a necessidade de gerenciar os dossiês técnicos da empresa, evoluindo para o desenvolvimento de uma estrutura de base que permitisse a integração de todas as informações dos ativos. Assim, o que era uma solução para a organização na gestão dos seus documentos técnicos evoluiu e o escopo foi ampliado para o desenvolvimento de uma solução mais robusta, que permitisse criar uma integração semântica em uma camada distinta e acima dos diferentes sistemas computacionais da empresa, possibilitando a interoperabilidade entre eles.

Carlos Alberto explica que, nessa nova janela de oportunidade tecnológica do “barramento semântico”, foram concebidas, desenvolvidas e testadas ferramentas para fundamentar essa integração e promover a criação colaborativa de uma base de conhecimentos sobre esses ativos. “O projeto utilizou uma combinação de metodologias de design thinking para identificação do desafio e caracterização dos perfis de uso da solução, passando pelo uso de metodologias de desenvolvimento e validação de artefatos ontológicos, apoiados em outros recursos semânticos para criação de mecanismos de registro e rastreabilidade baseados em um blockchain”, esclarece o especialista.

Resultados

Os resultados obtidos e explicitados na conclusão do projeto foram considerados “excepcionais” pela equipe envolvida. “Uma ontologia para o setor energético se materializou por meio de uma wiki semântica e de uma moeda digital corporativa, para promover a colaboração na construção e manutenção da base de representação do conhecimento organizacional sobre ativo do setor de energia elétrica”, diz Carlos Alberto.

A solução foi concebida para assegurar a adequada contabilização e gestão das informações, visando assegurar que as concessionárias extraiam ainda mais valor da base de ativos. “Para validar a solução, foi obtida uma prova de conceito envolvendo a integração da ontologia de referência a distintas bases de dados relacionais e à realização exitosa dos casos de uso propostos de recuperação semântica de informações de ativos”, concluiu.

Os produtos do P&D D0645 incluem, ainda, vasto material técnico e científico. O projeto teve custo total da ordem de R$ 2,2 milhões, sendo 93% deste valor aportados pela Cemig, por meio de recursos do Programa de P&D regulado pela Aneel.

 

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